Comitê de Equidade do MPT-SC promove debate sobre diversidade, identidade de gênero e perspectivas decoloniais

Evento reuniu especialistas para discutir inclusão, respeito às diferenças e enfrentamento das desigualdades no ambiente de trabalho e na sociedade

Florianópolis - O Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região realizou um evento voltado à reflexão sobre diversidade, identidade de gênero, enfrentamento às desigualdades e perspectivas decoloniais. A programação reuniu especialistas de diferentes áreas do conhecimento e contou com a participação de membros, servidores e colaboradores da instituição, presencialmente e de forma virtual.

Como convidados especiais, compareceram ao evento, Thiago Azizo Denardi Ibagy, assessor da Secretaria de Apoio Institucional do Tribunal Regional do Trabalho em Santa Catarina (TRT-SC) e integrante do Comitê de Equidade, Raça, Gênero e Diversidade, como servidor(a) LGBTQIAP+, eleito(a) entre os(as) servidores(as), representando o Desembargador Roberto Basilone Leite, presidente do referido Comitê; e Maria do Carmo Amorim Vieira, da ONG Mães pela Diversidade.

Na abertura, o presidente do Comitê, procurador regional do Trabalho Rosivaldo da Cunha Oliveira, destacou a importância de manter o debate sobre diversidade como um processo permanente de formação e aprimoramento institucional. Segundo ele, a atuação do Ministério Público do Trabalho na defesa dos direitos fundamentais exige coerência entre a atuação externa da instituição e as práticas adotadas internamente.

Presente à mesa, o Procurador-Chefe do MPT-SC Piero Menegazzi, ressaltou a importância do debate e citou a recente implementação de políticas institucionais voltadas ao enfrentamento da violência e à promoção da equidade, reforçando o compromisso do MPT com a construção de ambientes mais seguros, inclusivos e respeitosos.

Diversidade sexual e identidade de gênero

A primeira palestra foi conduzida pelo advogado e professor Renan Beltrame Silveira, integrante da Comissão Nacional de Diversidade Sexual e de Gênero do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em sua exposição, o palestrante abordou conceitos relacionados à orientação sexual, identidade de gênero, expressões de gênero e população LGBTQIAPN+, esclarecendo dúvidas frequentes e destacando a importância do respeito às diferentes identidades.

Renan enfatizou que o reconhecimento da identidade das pessoas passa por atitudes cotidianas, como o uso correto do nome social e o respeito à forma como cada indivíduo se identifica. Também alertou para a necessidade de combater estereótipos e preconceitos ainda presentes na sociedade, especialmente em relação às pessoas trans.

O palestrante abordou ainda os impactos da discriminação na vida da população LGBTQIAPN+, lembrando que o Brasil segue registrando altos índices de violência motivada por preconceito em razão da orientação sexual ou identidade de gênero.

A apresentação na íntegra você confere neste link.

Reflexões sobre colonialidade e mundo do trabalho

A segunda palestra foi ministrada pela procuradora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Ana Lara Camargo de Castro, que trouxe reflexões sobre o pensamento decolonial e suas interfaces com as relações sociais e de trabalho.

A palestrante apresentou conceitos desenvolvidos por autores latino-americanos que analisam os efeitos persistentes da colonialidade nas estruturas de poder, conhecimento e organização social. Segundo ela, embora o colonialismo histórico tenha se encerrado formalmente, muitas das suas consequências permanecem presentes nas formas de produção do conhecimento, nas relações raciais e na valorização de determinadas culturas em detrimento de outras.

Lara destacou a necessidade de ampliar os referenciais utilizados para compreender a sociedade contemporânea, valorizando perspectivas produzidas na América Latina e por grupos historicamente marginalizados. A procuradora também relacionou o debate às questões de raça, gênero, trabalho e desigualdade, ressaltando a importância de reconhecer saberes e experiências frequentemente invisibilizados.

A palestra completa está neste link

Espaço de aprendizado e construção coletiva

Ao longo do evento, os participantes puderam interagir com os palestrantes e aprofundar discussões sobre inclusão, diversidade e direitos fundamentais. As reflexões compartilhadas reforçaram a importância da construção de ambientes institucionais cada vez mais acolhedores e comprometidos com a promoção da igualdade.

A iniciativa integra as ações desenvolvidas pelo Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade da PRT-12, que tem atuado na promoção de debates e na implementação de medidas voltadas ao fortalecimento da cultura da inclusão e do respeito às diferenças no âmbito institucional.

Ao final do evento, o procurador Rosivaldo Oliveira agradeceu a presença de todas e todos, em especial à equipe do Comitê que organizou o evento: os servidores Flávia Philippi Fullgraf, Flávio Targino, Joao Agostinho de Oliveira Filho e Patrícia Fernandes.

Da esquerda para a direita: Rosivaldo Oliveira, Elizaberth Pacheco, Piero Menegazzi, Ana Lara Camargo, Renan Beltrame, João Agostinho de Oliveira Filho, Patrícia Fernandes, Flávio Targino e Flávia Philippi Fullgraf
Da esquerda para a direita: Rosivaldo Oliveira, Elizaberth Pacheco, Piero Menegazzi, Ana Lara Camargo, Renan Beltrame, João Agostinho de Oliveira Filho, Patrícia Fernandes, Flávio Targino e Flávia Philippi Fullgraf

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Fonte: Assessoria de Comunicação MPT-SC

(48)32159113/ 988355654/999612861

Publicado em 28/08/2026

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